Nessa época eu me via como um diretor, me preocupava com as minúcias das coisas que fazia com o objetivo de fazer com que elas fossem o mais próximo possível da forma como se apresentavam na minha cabeça, em sua concepção. E hoje eu vejo o carinho dessas duas pessoas (eu diria três pessoas, as humanas e a felina, mas vou me resumir à música, em primeiro lugar por estar bêbado no momento desta postagem e em segundo porque desenvolver aqui a colaboração da Nico, a pessoa felina, na criação e no desenvolvimento da música, me levaria a um discurso esquizo que eu pretendo castrar até quando for possível), a preocupação delas em fazer da peça algo realmente bom. Sei que pra muitos pode não ser algo genial, mas considero dessa maneira por causa da forma como abordamos esse momento. Fico muito feliz que ele tenha sido registrado, muitos desse tipo se perderam na minha vida, acho que isso acontece com todas as pessoas que gostam e que realmente se poem, com toda a sua intensidade, em momentos como esse: tocando com gente de quem você gosta muito.

     O Ernie parece um viking com um machado na mão espirrando o sangue alheio por todos os lados com bends monstruosos e a Bianca uma astróloga louca com que acabara de descobrir como triplicar o poder de alcance de seu Hubble com um efeito de inversão e tenta explorar todos os esquemas sombrios do espaço/tempo.

     Aquela estratégia toda, aquela comando… Não faziam sentido. E a única coisa que eu desejaria de vocês naquela época usando a forma como eu percebo hoje essas coisas é que soubessem me explicar o quanto não fazem mesmo.

     Obrigado.

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A mais bela biblioteca do Rio.

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